quinta-feira, 24 de março de 2016

Exigibilidade de exame toxicológico em face da lei 13.103/2015


Por Toni Saltarelli!
Agora é pra valer! O motorista, profissional ou não, deverá ser submetido a exame toxicológico para detecção de substâncias psicoativas como maconha, cocaína entre outras, quando da habilitação, renovação e mudança para categoria C, D e E.
O motorista profissional do transporte rodoviário coletivo de passageiros e do transporte de cargas deverão ser encaminhados pela empresa a um ponto de coleta para realização do exame, cabendo a elas pagar pelo teste previamente a admissão, por ocasião do desligamento e periodicamente a cada 2,6 meses a contar da entrada em vigor da lei 13.103/2015, que foi em 02 de março de 2015.
A obrigatoriedade imposta pela lei as empresas começará a vigorá a partir de 17 de abril, cabendo ao Ministério do Trabalho autuar e multar quem não cumprir a regra.
O exame toxicológico obrigatório será realizado a partir da coleta de material biológico como pelos, cabelos e unhas e terá validade de 60 dias. Os exames deverão ser realizados por laboratórios credenciados pelo DENATRAN, atendendo aos requisitos definidos na Portaria nº 116, de 13 de novembro de 2015, do Ministério do Trabalho e Previdência Social e terão janela de detecção para consumo de substâncias psicoativas, com análise retrospectiva mínima de 90 dias.
O laboratório deverá inserir a informação contendo o resultado da análise do material coletado (se positivo ou negativo) no prontuário do condutor por meio do Sistema de Registro Nacional de Condutores Habilitados – RENACH, o condutor deverá autorizar, por escrito, a inclusão da informação.
O relatório médico deve concluir pelo uso indevido ou não de substância psicoativa, sem indicação de níveis ou tipo de substância. O trabalhador deverá entregar o relatório médico em até 15 dias após o recebimento ao seu empregador. A negativa em se submeter ao exame será considerada falta grave e passível de justa causa.
Na hipótese do exame acusar o consumo de qualquer uma das substâncias proibidas, o motorista será considerado reprovado no exame toxicológico e terá como consequência a suspensão do direito de dirigir pelo período de três meses.
O objetivo do exame não é saber se o motorista está sob efeito de substância entorpecente naquele momento, mas sim identificar um padrão de comportamento para que o médico do Detran conceda a habilitação e no caso da empresa contratante se o profissional tem o perfil necessário para exercer a profissão de motorista de carga ou de transporte de passageiros.
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sábado, 16 de janeiro de 2016

Por que a gasolina no Brasil é tão cara?

Por Toni Saltarelli
A queda da cotação do barril do petróleo para a incrível marca dos 20 dólares não traz a felicidade aos brasileiros e sim o inferno de consumidores, estados e municípios.

O preço da gasolina nunca foi motivo de alegria dos brasileiros, pois sempre esteve acima da cotação do mercado externo. Mas havia uma explicação: o preço do barril estava caro chegando a incrível marca de 115 dólares em junho de 2014.

Entretanto, devido a retaliação dos produtores árabes de petróleo, que insistem em manter a produção acelerada, por causa da concorrência do óleo de xisto americano, e as previsões sobre o acordo nuclear entre o Irã e as potências internacionais, o que representaria a volta do barril iraniano ao mercado internacional, está levando a cotação do petróleo ao seu nível mais baixo.

Estas notícias deveriam fazer o preço da gasolina cair no mercado interno brasileiro, mas Infelizmente isso não vai acontecer! E sabe por que não? O petróleo brasileiro é caro para se produzir. O pré-sal para ser vantajoso deve ser comercializado entre 45 e 52 dólares, sendo a única solução viável para se manter a produção brasileira a venda para o mercado interno dos seus derivados aos mesmos preços praticados em tempos de alta do petróleo.

Para quem não sabe a Petrobras é o principal carro chefe da economia brasileira e o que ainda segura seu pleno funcionamento são os altos preços da gasolina e outros derivados do petróleo no mercado interno. A redução do preço da gasolina provocaria o fechamento dos pontos de produção, demissões e total falência dos estados e municípios que recebem os Royalties. Para se ter uma ideia, o preço nacional da gasolina já está quase 70% acima do preço internacional do combustível importado pela companhia.

Então meus amigos, entendam: o que faz a gasolina no Brasil baixar de preço não é a cotação do barril de petróleo e sim a política aplicada pelo governo.