domingo, 18 de outubro de 2015

GUERRA CIVIL NO BRASIL MATOU MAIS BRASILEIROS EM 2014 DO QUE SOLDADOS AMERICANOS EM 20 ANOS DE GUERRA NO VIETNÃ

Dados estarrecedores sobre assassinatos de brasileiros foram trazidos pelo Coronel Ibis da Polícia Militar em audiência pública realizada na Alerj para debater procedimentos a serem adotados pelas autoridades em decorrência de óbitos em operações policiais.

Segundo o ex comandante da polícia militar a cada 10 minutos há um assassinato no Brasil e só em 2014 já morreram mais brasileiros do que soldados americanos em 20 anos de guerra no Vietnã.
Os documentos apresentados pelo militar indicam a ocorrência de 416 mortes por autos de resistência em 2013 enquanto em 2014 foram 584, neste mesmo ano morreram 398 policiais em serviço. Nos últimos dez anos, já foram 50 mil assassinatos cometidos no Rio.
Estamos diante de uma carnificina, uma verdadeira guerra civil que põem em cheque o sistema de segurança pública adotado em nosso país. Um sistema que não prioriza as vidas dos profissionais da segurança e os cidadãos que vivem honestamente na sociedade.
As vítimas, quase em sua totalidade, constituída de jovens, negros e podres; o que também representa a grande massa de policiais que fazem a segurança em nossas cidades.
A resposta a está guerra deve ser resolvida não com bala, porrada e sangue, mas com educação, saúde e respeito aos mais vulneráveis

sábado, 10 de outubro de 2015

O uso de armamento letal pela guarda civil

 

Estou a 25 anos envolvido com segurança pública, tendo passado pelas academias de policia militar e policia civil, ambas do estado do Rio de janeiro. E, como alguns sabem, fui assessor parlamentar na ALERJ entre os anos de 2011 e 2012 e entre os anos de 2013 e 2014 fui secretário municipal de transportes em Araruama. Sou também formado em direito com cursos na área de transito, transporte e mobilidade urbana. Veja aqui a minha opinião sobre o uso de armamento pela guarda civil.     


A quem interessa a legalização e fiscalização dos transportes públicos em Araruama?

Projeto de regulamentação dos transportes
 Em matéria vinculada na última edição do jornal o cidadão usuários de ônibus reclamam da falta de pontualidade dos coletivos e o mau atendimento de alguns motoristas.
Entretanto, a quem cabe receber as denúncias, fiscalizar e multar a empresa concessionária quando esta não oferece um bom serviço ao usuário? Eu tenho a certeza que muitos dirão: o poder público. Exatamente, mas alguns detalhes devem ser esclarecidos.
Antes de deixarmos a secretaria municipal de transportes em julho de 2014 finalizamos uma licitação para o transporte por ônibus que nunca antes havia sido feita. Aumentamos a frota de ônibus de 13 ( janeiro de 2013) para 34 (julho de 2014), dentre estes 15 com ar-condicionado, e mais 20 ônibus para complementar os 54 previstos na licitação. Várias linhas que antes estavam congeladas voltaram a circular como Soubara e Barro Vermelho em São Vicente e Chatuba em Morro Grande. Nova garagem, integração entre linhas sem custo adicional, escritório para atendimento exclusivo para idosos e deficientes físicos e ainda oferta de mais de 300 empregos. Empregos gerados pela legalidade dos transportes a moradores de Araruama que não mais correrão o risco de ficarem desempregados caso a empresa de ônibus resolva sair do município como ocorreu em governo anterior. O contrato assinado entre o poder concedente e a concessionária gerou obrigações de ambas as partes por um prazo mínimo de 15 anos.
É verdade que para toda concessão deve haver uma fiscalização para que tudo transcorra bem até o final do contrato.
Enquanto secretário exigimos da empresa o emplacamento de todos os ônibus em Araruama, o que resultou em aumento na arrecadação do IPVA para a cidade, além disso cobramos vistoria anual para fiscalizar as condições dos veículos.
Todavia, não poderíamos fazer uma fiscalização mais rigorosa sem aprovarmos uma lei regulamentando não só o transporte por ônibus, mais também o escolar, o fretamento e o de cargas. Foi então que redigimos um projeto de lei nestes termos e ainda criando o conselho municipal de transportes e o código disciplinar do transporte com multas pesadas para quem desrespeitassem as regras ali impostas. O projeto devidamente assinado pelo prefeito seguiu para câmara municipal e na comissão de constituição e justiça nunca mais saiu. Então voltando a pergunta inicial: a quem interessa a legalização dos transportes em Araruama?
A verdade é que sem lei não existem meios de fiscalizar, multar e nem reprimir o transporte irregular e o feito sem respeito ao usuário.
Em outra matéria jornalística, também do jornal o cidadão, intitulada dormir no processo e dificultar a governabilidade o assunto é colocado em discussão.
O que precisamos realmente é cobrar os nossos direitos aos verdadeiros responsáveis e não ficar fazendo marola, precisamos parar de arrumar culpados para tudo e observar o que realmente está acontecendo e precisa ser mexido.